| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Fluvicolinae |
| Swainson, 1832 | |
| Espécie: | A. tricolor |
O galito é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.
Sendo em grande parte restrito a pastagens nativas não modificadas, sazonalmente úmidas e secas, e endêmico do bioma Cerrado da América do Sul central, o Galito é agora considerado globalmente ameaçado devido à destruição contínua do habitat em grande parte de sua ampla área de distribuição. Embora esta ave seja encontrada principalmente no sul do Brasil, também existem populações no norte e leste da Bolívia e no leste do Paraguai, e pelo menos anteriormente o Galito era conhecido no extremo nordeste da Argentina, mas não houve registros no país desde o final dos anos 1970. A espécie é fortemente dependente da rede de áreas protegidas, e o Galito permanece localmente comum em alguns parques e reservas nacionais. Este é um pássaro impressionante, com o macho sendo principalmente preto na parte superior, realçado por uma garupa cinza e manchas brancas nos ombros, rosto e partes inferiores; a cauda também é preta com amplas retrizes centrais, mais longas e orientadas perpendicularmente às demais. A fêmea tem plumagem marrom substituindo a preta e esbranquiçada abaixo, e tem cauda curta e não modificada. A reprodução começa no início da estação chuvosa, em Setembro-Outubro, mas alguns detalhes relativos à biologia de nidificação da espécie só recentemente foram elucidados.
Seu nome científico significa: do (grego) alektör = como o galo doméstico; e oura = cauda; e do (latim) tricolor = com três cores. ⇒ rabo-de-galo de três cores.
O macho possui coloração alvinegra, um “V” branco no lado superior e uma faixa peitoral
negra incompleta. A fêmea é parda, asas e cauda mais escuras e garganta branca (Sick 1997).
Na época reprodutiva, a cauda do macho torna-se mais prolongada e larga devido à duas retrizes medianas transformadas, constituindo uma das principais características de dimorfismo sexual.
Não possui subespécies.
As gramíneas nativas existentes lhe fornecem proteção e alimento, tais como artrópodes, suas principais presas. Em seu comportamento de forrageamento típico, pousa no alto do capim e, ao perceber a presa, atira-se em voo à sua captura, voltando próximo ao poleiro de origem.
No período reprodutivo, o macho faz um voo de exibição, após localizada a fêmea, realiza fortes batidas de asas de modo muito lento, com a cauda eriçada, quase que alcançando a cabeça. Esse é um meio do galito macho impressionar a fêmea. O macho que mais chamar a atenção da fêmea, poderá acasalar-se com ela. Tece seu ninho de capim seco no solo, ocultando-o em meio às gramíneas altas.
É normalmente encontrado em campos abertos e paludícolas (Sick 1997) do Cerrado. A espécie não se adapta em áreas perturbadas, ficando basicamente restrita às fisionomias de campos nativos do Cerrado (Tubelis e Cavalcanti 2000).
Há perda do habitat em função, principalmente, de práticas agrícolas e extrativismo (BirdLife International 2000), entre estas a cultura do arroz (Willis 1995).
A distribuição de A. tricolor abrange principalmente áreas de Cerrado do Brasil Central no Distrito Federal e nos Estados do Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso e provavelmente Rio Grande do Sul (Birdlife 2004, Ministério do Meio Ambiente 2005). Em São Paulo só havia sido registrado em campo cerrado de Itirapina mas surgiu um novo registro no Município de Mendonça no oeste paulista. Ocorre também nos países vizinhos da Bolívia, Paraguai e Argentina.